quarta-feira, 22 de Abril de 2009
पं! सता पं
Não sei bem se algume me lê neste blog, provavelmente se me conhecesse pessoalmente, esse alguém ficaria confuso, de certeza... às vezes acho que sou um poeta distraído que ainda não encontrou o seu poisar de coração, vivo confuso, acho que enfaíscado por uma brilhante luz... Mas sou um poeta de prosas, como se uma luz me iluminasse todo e me obrigasse a escrever sobre a possibilidade de um mundo melhor. Pode-se não chegar a um mundo melhor mas se tivermos em nós esse intuito, ele torna-se melhor. É sobre isto que escrevo, sou um grito no escuro, que grita e já lá não está - desaparece por detrás de mim, um simples animal racional...
quinta-feira, 26 de Março de 2009
O mundo dos tristes...
"Peço ao Senhor que me dê um coração assim liberto e capaz de O reconhecer em todas as circunstâncias." (Lugar Sagrado)

(Texto inspirado nos marginalizados de terras alentejanas)
Muitas vezes discriminamos os nossos irmãos, ou porque se drogam, ou porque são escravos do sexo ou da bebida. Ou porque, pura e simplesmente lhe falta sabedoria e não tem beleza nem riqueza aparente. Muitas vezes agimos assim por medo deles, outras porque temos medo que o mal que os aflige caia sobre nós... Também não sei ao certo, mas sei que estes marginilizados vivem ao nosso redor, em familias destruturadas, com uma fraca dose de valores, desamparados, tentando sobreviver ao dia a dia... A nossa tendência é a do bota abaixo, mas Jesus vem-nos dizer que está com eles, que os ama, que os conhece no mais íntimo e que também os quer salvar. No concelho onde vivo a maioria destes casos não são perigosos, são jovens e adultos que não foram conduzidos, que não tiveram grande acesso ao amor, à realização pessoal, encontraram alguma felicidade em "más Companhias", outros marginalizados e vivem assim num sitema à parte e com eles acabaram por tentar construir uma amizade criando uma espécie de comunidade. Mas também há os outros que obtaram por se reger de ideais de anarquia, são marginalizados mas até têm alguns valores e baseiam a sua vida numa atitude revoltosa contra um sistema que põe o capital acima de tudo. E muitos de nós que não queremos perder o barco do mundo continuamos nas nossas vidinhas, ignorando estes obtusos, que o são porque o querem (pensamos nós) e cuja existência pode pôr em causa a paz semi podre em que vivemos do consumismo e de uma existência em que vivemos para ter dinheiro, fazer dinheiro a todo o custo, criando uma máscara social respeitosa perante os outros. Esta máscara limita o nosso olhar, vimos os irmãos diferentes apenas de soslaio, de longe, sem toque, sem diálogo.
Vivemos numa sociedade em que ainda há gestos nobres mas que na verdade caminha perigosamente no gume afiado do conseguir ser verdadeiramente nobre na luta por um mundo melhor e entre ser um tumulo todo caiádo de branco, muito bonito mas que esconde a nossa paz podre. O egoísmo crescente pode levar cada vez mais que os gestos nobres se desfaçam e desapareçam e esta deve ser uma das nossas batalhas na luta por uma sociedade mais justa, mais bem formada e regida numa escala de valores baseados na justiça, na igualdade, na equidade. A verdade é que com as nossas máscaras sociais só criamos mais inveja nos fracos, nos marginalizados e em vez de os conduzirmos para a verdade, conduzimo-os a serem também mascarados, procurando para isso recursos a todo o custo para que isto possa ocorrer.
No mês passado conheci um rapaz cuja mãe tem muitas dificuldades para criar o seu irmão, ele sem alternativa lançou-se em negócios escuros que lhe permitem obter o tão desejado dinheiro de que necessita. Ainda vivemos numa sociedade onde muitos não encontram lugar porque não correspondem ao ser mascarado idealizado pela nossa sociedade. Ou porque a formação não lhes chegou convenientemente ou porque sempre foram postos de parte, ou porque um rasgo de inteligência os faz ver quão podre são as máscaras sociais e efémures, ou porque todos os caminhos lhe foram cortados... é um ciclo, vivemos já numa altura em que estes marginilizados, estes diferentes já são pais e muitos deles acabam por descarregar toda a sua revolta nos filhos levando-os a serem também marginalizados. Trata-se de uma questão muito complexa e um texto não chega para abordar a questão mas aqui o ponto onde quero chegar é que todos possuímos uma responsabilidade na sociedade, a nossa voz pode marcar a diferença, a nossa vida pode tornar-se numa busca de realização pessoal autêntica e humana em que procuramos o pão de cada dia mas sem entrar em histerismos de ter um carro melhor que o vizinho, uma casa melhor que a do vizinho, um telemovel melhor que o do vizinho, isto aquilo e o outro melhor que os do vizinho, umas férias muito melhores que o vizinho. alimentamos muito do nosso ego nesta construção de uma máscara social a ser olhada com respeito pelos outros. Não que estas coisas não sejam boas, mas que não sirvam para melhorar a nossa imagem perante o mundo, quando na verdade nada de nobre há em nós. Nobre não é quem tem muito, quem pode muito, nobre é quem se rege por valores, quem faz da sua vida algo autêntico, comunitário.
Conheço muita boa gente que se intitulam de doutores e que não falam ao amigo que está ali ao lado com um colete florescente a dizer câmara municipal e com uma vassoura nas mão. Conheço muito boa gente que procura uma carreira profissional brilhante a todo o custo, espezinhando os mais pequeninos - a mulher da limpeza, o auxiliar de qualquer coisa passam a ser meros objectos...
Muita coisa fica por dizer neste texto, nestes ultimos dois anos tenho-me posto a observar com atenção as pessoas à minha volta e sei que encontrei muitos marginalizados que me surpreenderam agradavelmente com a sua nobreza e muitos bem mascarados que não interessm (como se diz) nem ao menino Jesus. No entanto todos são ovelhas perdidas, a diferença é que uns sabem que o são e os outros não o sabem e até pensam que são de algum valor...
Que Jesus, o Cristo, tenha piedade de todos nós e não desista de nós...

(Texto inspirado nos marginalizados de terras alentejanas)
Muitas vezes discriminamos os nossos irmãos, ou porque se drogam, ou porque são escravos do sexo ou da bebida. Ou porque, pura e simplesmente lhe falta sabedoria e não tem beleza nem riqueza aparente. Muitas vezes agimos assim por medo deles, outras porque temos medo que o mal que os aflige caia sobre nós... Também não sei ao certo, mas sei que estes marginilizados vivem ao nosso redor, em familias destruturadas, com uma fraca dose de valores, desamparados, tentando sobreviver ao dia a dia... A nossa tendência é a do bota abaixo, mas Jesus vem-nos dizer que está com eles, que os ama, que os conhece no mais íntimo e que também os quer salvar. No concelho onde vivo a maioria destes casos não são perigosos, são jovens e adultos que não foram conduzidos, que não tiveram grande acesso ao amor, à realização pessoal, encontraram alguma felicidade em "más Companhias", outros marginalizados e vivem assim num sitema à parte e com eles acabaram por tentar construir uma amizade criando uma espécie de comunidade. Mas também há os outros que obtaram por se reger de ideais de anarquia, são marginalizados mas até têm alguns valores e baseiam a sua vida numa atitude revoltosa contra um sistema que põe o capital acima de tudo. E muitos de nós que não queremos perder o barco do mundo continuamos nas nossas vidinhas, ignorando estes obtusos, que o são porque o querem (pensamos nós) e cuja existência pode pôr em causa a paz semi podre em que vivemos do consumismo e de uma existência em que vivemos para ter dinheiro, fazer dinheiro a todo o custo, criando uma máscara social respeitosa perante os outros. Esta máscara limita o nosso olhar, vimos os irmãos diferentes apenas de soslaio, de longe, sem toque, sem diálogo.
Vivemos numa sociedade em que ainda há gestos nobres mas que na verdade caminha perigosamente no gume afiado do conseguir ser verdadeiramente nobre na luta por um mundo melhor e entre ser um tumulo todo caiádo de branco, muito bonito mas que esconde a nossa paz podre. O egoísmo crescente pode levar cada vez mais que os gestos nobres se desfaçam e desapareçam e esta deve ser uma das nossas batalhas na luta por uma sociedade mais justa, mais bem formada e regida numa escala de valores baseados na justiça, na igualdade, na equidade. A verdade é que com as nossas máscaras sociais só criamos mais inveja nos fracos, nos marginalizados e em vez de os conduzirmos para a verdade, conduzimo-os a serem também mascarados, procurando para isso recursos a todo o custo para que isto possa ocorrer.
No mês passado conheci um rapaz cuja mãe tem muitas dificuldades para criar o seu irmão, ele sem alternativa lançou-se em negócios escuros que lhe permitem obter o tão desejado dinheiro de que necessita. Ainda vivemos numa sociedade onde muitos não encontram lugar porque não correspondem ao ser mascarado idealizado pela nossa sociedade. Ou porque a formação não lhes chegou convenientemente ou porque sempre foram postos de parte, ou porque um rasgo de inteligência os faz ver quão podre são as máscaras sociais e efémures, ou porque todos os caminhos lhe foram cortados... é um ciclo, vivemos já numa altura em que estes marginilizados, estes diferentes já são pais e muitos deles acabam por descarregar toda a sua revolta nos filhos levando-os a serem também marginalizados. Trata-se de uma questão muito complexa e um texto não chega para abordar a questão mas aqui o ponto onde quero chegar é que todos possuímos uma responsabilidade na sociedade, a nossa voz pode marcar a diferença, a nossa vida pode tornar-se numa busca de realização pessoal autêntica e humana em que procuramos o pão de cada dia mas sem entrar em histerismos de ter um carro melhor que o vizinho, uma casa melhor que a do vizinho, um telemovel melhor que o do vizinho, isto aquilo e o outro melhor que os do vizinho, umas férias muito melhores que o vizinho. alimentamos muito do nosso ego nesta construção de uma máscara social a ser olhada com respeito pelos outros. Não que estas coisas não sejam boas, mas que não sirvam para melhorar a nossa imagem perante o mundo, quando na verdade nada de nobre há em nós. Nobre não é quem tem muito, quem pode muito, nobre é quem se rege por valores, quem faz da sua vida algo autêntico, comunitário.
Conheço muita boa gente que se intitulam de doutores e que não falam ao amigo que está ali ao lado com um colete florescente a dizer câmara municipal e com uma vassoura nas mão. Conheço muito boa gente que procura uma carreira profissional brilhante a todo o custo, espezinhando os mais pequeninos - a mulher da limpeza, o auxiliar de qualquer coisa passam a ser meros objectos...
Muita coisa fica por dizer neste texto, nestes ultimos dois anos tenho-me posto a observar com atenção as pessoas à minha volta e sei que encontrei muitos marginalizados que me surpreenderam agradavelmente com a sua nobreza e muitos bem mascarados que não interessm (como se diz) nem ao menino Jesus. No entanto todos são ovelhas perdidas, a diferença é que uns sabem que o são e os outros não o sabem e até pensam que são de algum valor...
Que Jesus, o Cristo, tenha piedade de todos nós e não desista de nós...
quarta-feira, 25 de Março de 2009
O sim de Maria

Hoje na igreja católica celebra-se a anunciação do Senhor...
Lucas 1, 26-38
Quando Isabel já andava de seis meses, Deus mandou o anjo Gabriel a Nazaré, na província da Galileia, para falar com uma jovem chamada Maria, que estava noiva de José, descendente do rei David. O anjo aproximou-se dela e disse-lhe: "Eu te saúdo, ó escolhida de Deus. O Senhor está contigo." Maria ficou perturbada com estas palavras e perguntava a si própria o que queria dizer aquela saudação. Então o anjo continuou: "Não tenhas medo, Maria, pois foste abençoada por Deus. Ficarás grávida e terás um filho, a quem vais pôr o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado o Filho do Deus altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono do seu antepassado David. Governará para sempre os descendentes de Jacob e o seu reinado não terá fim." Maria perguntou então ao anjo: "Como é que isso pode ser, se eu sou virgem?" Mas o anjo respondeu-lhe: "O Espírito Santo descerá sobre ti e o poder do Deus altíssimo te cobrirá como uma nuvem. Por isso o que vai nascer é santo e será chamado Filho de Deus. Também a tua parente Isabel vai ter um filho, apesar da sua muita idade. Dizia-se que não podia ter filhos, mas já está no sexto mês. É que para Deus não há nada impossível." Maria disse então: "Servirei o Senhor como ele quiser. Seja como tu dizes." E o anjo retirou-se.
Todos nós vimos a este mundo com um propósito, uma missão e com uma aprendizagem a fazer. Todos nós somos chamados a construir dentro de nós e a levar esta construção para o mundo, é o nosso dom que por mais humilde que pareça ser pode sempre marcar a diferença em nós e no mundo que nos rodeia. Assim todos os ambientes em que és chamado a viver são como uma missão para ti. É este o grande sentido do cristão, ser sal da terra num mundo que facilmente desliza para o mal, para a intolerância, para a crueldade. Assim para nós cristãos o exemplo desta mulher é crucial. O anjo podia ter dito que tinha vindo estragar a vidinha dela, aparecer um filho milagrosamente sem ter acontecido nada e o tentar explicar isso à sua família e principalmente ao seu noivo José terá sido um grande peso no coração de Maria, mas a sua grande fé e o saber que estava a cumprir a sua missão no mundo foi o grande motor para que Maria dissesse o seu sim a Deus e desta forma hoje podemos olhar para o seu exemplo de vida e procurar a mesma força que a invadiu no seu sim.
Todos somos chamados a ser dom, todos somos chamados a crescer, a fazer caminhada e este caminho nem sempre é fácil, também é cheio de precalços como o de Maria mas ela não desistiu. Como deve ter sofrido e chorado Maria, um pouco como nós nesta nossa vida cheia de precalços. Se pensarmos bem muita coisa boa nos pode esperar ainda mas decerto que no nosso caminho também lá estarão as coisas más, o sofrimento, uma doença que aparece,um parente ou amigo que morre, a nossa própria morte numa derradeira viagem que não sabemos bem para onde, se simplesmente para debaixo da terra, se para um paraíso, ou um inferno. Se pensarmos bem, muita dor nos espera ainda e a nossa vida não será fácil de qualquer das maneiras, por isso é para nós tão importante este sim de Maria, um sim a uma vida nada fácil mas ela não teve medo do futuro, confiou em Deus, quer no momento da anunciação quer ao longo do resto da sua vida, inclusivé quando acompanhou o seu filho ao Calvário. Com o exemplo de Maria somos chamados a fazer caminho, a lançarmo-nos ao largo no mar agitado da nossa vida, sem a preocupação de procurar sempre o caminho mais fácil mas sim aquele que mais opera boas transformações em nós e naqueles que nos rodeiam. Os momentos maus estarão lá à nossa espera mas também sabemos que temos um guardião que não dorme, que nos encaminha e que nos salva. Sabemos que o propósito mais profundo da nossa existência é o abraço de Deus e a construção de uma nova Jerusalém, não feita de pedra mas sim feita pelo amor dos homens, num estado de graça total de vivência para e pela paz de coração.
segunda-feira, 23 de Março de 2009

Vivemos num mundo em crise, mas nem nos apercebemos bem da profundidade e gravidade desta crise. Vivemos num mundo onde cada um não vale por si mas vale sim pelo que consegue consumir. Os governos tornam-se cada vez mais instrumentos dos grandes grupos económicos e acabámos por fazer do Capital o bezerro de ouro, adorado e engordado a todo o custo, sem pensar na nossa saúde e na saúde do nosso planeta. Exploramos exaustivamente os recursos da terra tudo em prol de um crescimento económico desenfreado, a gânancia tornou-se em modo de vida, o consumismo tornou-se na principal fonte da nossa felicidade. Uma felicidade triste que não nos alimenta, vivemos cada vez mais isolados, sós, tentando a todo o custo satisfazer o nosso ego com montes de tralhas que compramos, mostrando que somos de valor num sistema em que se vale pelo que se pode comprar e não pelo que somos verdadeiramente. Há que parar,´a vida não precisa de ser tão complicada, a verdadeira felicidade está nas coisas simples mas está sobretudo nas pontes que consegues construir com os outros, a amizade e a partilha afectiva são a base do teu bem estar, e não o novo MP3 ou o novo telémovel todo xpto... Devíamos estar mais preocupados com os nossos amigos e sobretetudo com a nossa família mas deitamos tudo a perder,as nossas prioridades alteram-se e procuramos caminhos de vida cada vez mais facilitados onde podemos satisfazer o nosso egoísmo, onde não precisamos de ninguém, temos o nosso ordenado, a nossa independência e sem nos apercebermos cortamos com o outro porque pensamos já não precisar dele. Muito do que a humanidade aprendeu ao longo de séculos vai-se perdendo, hoje tenho o meu ordenado, a minha independência, posso ter sexo quase a um click de rato ou a um simples piscar de olhos numa discoteca, não preciso de um parceiro(a) fixo para me aborrecer, não preciso de filhos, se tiver é só um ou dois no máximo, vivo para me divertir, para viver a minha vidinha, dormir, trabalho, carreira, diversão e encho-me de tanta coisa, tanta coisa, o meu telemóvel novinho, o meu novo portátil, o meu Hi pod, isto aquilo o outro... Sou tão infeliz mas gosto de o ser porque me posso sempre empaturrar de coisas para me tentar esquecer de que o sou...
quinta-feira, 19 de Março de 2009
sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009
Andanças

Acho que a raça humana ainda continua muito guiada pelos instintos mais básicos de sobrevivência... Achamo-nos muito mais aperfeiçoados que os animais mas na verdade muitos dos nossos comportamentos não são mais do que resultado do nosso instinto de sobrevivência. Foi-nos dado o grande dom da inteligência mas a verdade é que esta continua a ser usada para satisfazer os apetites dos instintos, quando podia ser usada para o maior bem que se poderia ter, uma sociedade em paz e próspera. O dom de ser-se humano é um tesouro que nos foi dado e nós o desperdiçamos tantas vezes nas nossas vidas. Olhando para o mundo vimos tanta coisa quase, diria eu, quase disparatada. Assusta olhar o mundo, o mundo é um lugar onde ainda se mata, onde existe tanta violência, às tantas ja sem saber o porquê dela. O mundo é um lugar onde ainda tanta criança sofre, onde ainda há tanta dor causada por os outros da mesma espécie. O mundo é um lugar onde ainda perdura o monstro da ganância na construção de fortunas a qualquer preço, enquanto uns morrem de fome outros enchem-se de comida e de tanta coisa, como se diz no anuncio do euromilhões, excêntrica... O mundo é um lugar onde existem crimes sexuais graves e outros menos graves, numa sociedade que fez a descoberta que o sexo pode dar muito prazer. O mundo é um lugar onde existem divorcios, onde as crianças perdem um tesouro inigualável para qualquer criança que é um lar onde se sinta seguro fisica e afectivamente, um lar onde aprenda a viver com valores, muitas vezes só porque o pai achou uma gaja melhor na cama. Vivemos num mundo onde impera o egoísmo, às vezes mais visivel, outras disfarçado, o mundo assusta-nos e não queremos ficar na mó de baixo a titulo nenhum.
O mundo é tanta coisa... tanta coisa... assusta-me o mundo, mas assusta-me mais saber que eu sou assim, como ele...
O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más.Mt 12, 35
sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008
Advento

Continuo com medo da cruz Senhor, continuo mais cobarde do que antes e o medo do peso do madeiro é assustador. Queríamos o mundo à nossa maneira, dentro da nossa reduzida ideia de felicidade e se tivessemos tudo o que queriamos jamais prestariamos atenção ao teu sussurrar e ao teu enorme abraço que nos espera.
Vem Senhor Jesus, na aceitação da minha cruz e na visão da dor que existe nos que estão à minha volta, encontrei uma estranha doçura e um consolo que não consigo explicar.Vem, desce sobre mim que já abri a porta do meu coração com a chave da minha dor. Descobri que o teu maior encanto vem escondido nas lágrimas derramadas dos pequeninos. E como tenho sido pequeno, como tenho chorado no meu interior, silenciosamente. Tu, Senhor sabes as minhas dores e as minhas penas, mas também sabes as dores de tanta gente neste mundo que procura calar a sua angustia em tanta coisa e que quando se vê privada na finitude das coisas mergulha no desespero profundo. Vem Senhor, desce, acomoda-te nos aposentos da nossa alma e tranforma as nossas lágrimas na força que pensámos jamais vir a possuir.
Vem Senhor, não tardes a descer aos nossos corações, olha por nós, mostra-nos que a nossa dor tem um sentido e que não é em vão!
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