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quarta-feira, 22 de abril de 2009

पं! सता पं

Não sei bem se algume me lê neste blog, provavelmente se me conhecesse pessoalmente, esse alguém ficaria confuso, de certeza... às vezes acho que sou um poeta distraído que ainda não encontrou o seu poisar de coração, vivo confuso, acho que enfaíscado por uma brilhante luz... Mas sou um poeta de prosas, como se uma luz me iluminasse todo e me obrigasse a escrever sobre a possibilidade de um mundo melhor. Pode-se não chegar a um mundo melhor mas se tivermos em nós esse intuito, ele torna-se melhor. É sobre isto que escrevo, sou um grito no escuro, que grita e já lá não está - desaparece por detrás de mim, um simples animal racional...

quarta-feira, 25 de março de 2009

O sim de Maria


Hoje na igreja católica celebra-se a anunciação do Senhor...

Lucas 1, 26-38

Quando Isabel já andava de seis meses, Deus mandou o anjo Gabriel a Nazaré, na província da Galileia, para falar com uma jovem chamada Maria, que estava noiva de José, descendente do rei David. O anjo aproximou-se dela e disse-lhe: "Eu te saúdo, ó escolhida de Deus. O Senhor está contigo." Maria ficou perturbada com estas palavras e perguntava a si própria o que queria dizer aquela saudação. Então o anjo continuou: "Não tenhas medo, Maria, pois foste abençoada por Deus. Ficarás grávida e terás um filho, a quem vais pôr o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado o Filho do Deus altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono do seu antepassado David. Governará para sempre os descendentes de Jacob e o seu reinado não terá fim." Maria perguntou então ao anjo: "Como é que isso pode ser, se eu sou virgem?" Mas o anjo respondeu-lhe: "O Espírito Santo descerá sobre ti e o poder do Deus altíssimo te cobrirá como uma nuvem. Por isso o que vai nascer é santo e será chamado Filho de Deus. Também a tua parente Isabel vai ter um filho, apesar da sua muita idade. Dizia-se que não podia ter filhos, mas já está no sexto mês. É que para Deus não há nada impossível." Maria disse então: "Servirei o Senhor como ele quiser. Seja como tu dizes." E o anjo retirou-se.

Todos nós vimos a este mundo com um propósito, uma missão e com uma aprendizagem a fazer. Todos nós somos chamados a construir dentro de nós e a levar esta construção para o mundo, é o nosso dom que por mais humilde que pareça ser pode sempre marcar a diferença em nós e no mundo que nos rodeia. Assim todos os ambientes em que és chamado a viver são como uma missão para ti. É este o grande sentido do cristão, ser sal da terra num mundo que facilmente desliza para o mal, para a intolerância, para a crueldade. Assim para nós cristãos o exemplo desta mulher é crucial. O anjo podia ter dito que tinha vindo estragar a vidinha dela, aparecer um filho milagrosamente sem ter acontecido nada e o tentar explicar isso à sua família e principalmente ao seu noivo José terá sido um grande peso no coração de Maria, mas a sua grande fé e o saber que estava a cumprir a sua missão no mundo foi o grande motor para que Maria dissesse o seu sim a Deus e desta forma hoje podemos olhar para o seu exemplo de vida e procurar a mesma força que a invadiu no seu sim.
Todos somos chamados a ser dom, todos somos chamados a crescer, a fazer caminhada e este caminho nem sempre é fácil, também é cheio de precalços como o de Maria mas ela não desistiu. Como deve ter sofrido e chorado Maria, um pouco como nós nesta nossa vida cheia de precalços. Se pensarmos bem muita coisa boa nos pode esperar ainda mas decerto que no nosso caminho também lá estarão as coisas más, o sofrimento, uma doença que aparece,um parente ou amigo que morre, a nossa própria morte numa derradeira viagem que não sabemos bem para onde, se simplesmente para debaixo da terra, se para um paraíso, ou um inferno. Se pensarmos bem, muita dor nos espera ainda e a nossa vida não será fácil de qualquer das maneiras, por isso é para nós tão importante este sim de Maria, um sim a uma vida nada fácil mas ela não teve medo do futuro, confiou em Deus, quer no momento da anunciação quer ao longo do resto da sua vida, inclusivé quando acompanhou o seu filho ao Calvário. Com o exemplo de Maria somos chamados a fazer caminho, a lançarmo-nos ao largo no mar agitado da nossa vida, sem a preocupação de procurar sempre o caminho mais fácil mas sim aquele que mais opera boas transformações em nós e naqueles que nos rodeiam. Os momentos maus estarão lá à nossa espera mas também sabemos que temos um guardião que não dorme, que nos encaminha e que nos salva. Sabemos que o propósito mais profundo da nossa existência é o abraço de Deus e a construção de uma nova Jerusalém, não feita de pedra mas sim feita pelo amor dos homens, num estado de graça total de vivência para e pela paz de coração.

segunda-feira, 23 de março de 2009


Vivemos num mundo em crise, mas nem nos apercebemos bem da profundidade e gravidade desta crise. Vivemos num mundo onde cada um não vale por si mas vale sim pelo que consegue consumir. Os governos tornam-se cada vez mais instrumentos dos grandes grupos económicos e acabámos por fazer do Capital o bezerro de ouro, adorado e engordado a todo o custo, sem pensar na nossa saúde e na saúde do nosso planeta. Exploramos exaustivamente os recursos da terra tudo em prol de um crescimento económico desenfreado, a gânancia tornou-se em modo de vida, o consumismo tornou-se na principal fonte da nossa felicidade. Uma felicidade triste que não nos alimenta, vivemos cada vez mais isolados, sós, tentando a todo o custo satisfazer o nosso ego com montes de tralhas que compramos, mostrando que somos de valor num sistema em que se vale pelo que se pode comprar e não pelo que somos verdadeiramente. Há que parar,´a vida não precisa de ser tão complicada, a verdadeira felicidade está nas coisas simples mas está sobretudo nas pontes que consegues construir com os outros, a amizade e a partilha afectiva são a base do teu bem estar, e não o novo MP3 ou o novo telémovel todo xpto... Devíamos estar mais preocupados com os nossos amigos e sobretetudo com a nossa família mas deitamos tudo a perder,as nossas prioridades alteram-se e procuramos caminhos de vida cada vez mais facilitados onde podemos satisfazer o nosso egoísmo, onde não precisamos de ninguém, temos o nosso ordenado, a nossa independência e sem nos apercebermos cortamos com o outro porque pensamos já não precisar dele. Muito do que a humanidade aprendeu ao longo de séculos vai-se perdendo, hoje tenho o meu ordenado, a minha independência, posso ter sexo quase a um click de rato ou a um simples piscar de olhos numa discoteca, não preciso de um parceiro(a) fixo para me aborrecer, não preciso de filhos, se tiver é só um ou dois no máximo, vivo para me divertir, para viver a minha vidinha, dormir, trabalho, carreira, diversão e encho-me de tanta coisa, tanta coisa, o meu telemóvel novinho, o meu novo portátil, o meu Hi pod, isto aquilo o outro... Sou tão infeliz mas gosto de o ser porque me posso sempre empaturrar de coisas para me tentar esquecer de que o sou...

quinta-feira, 19 de março de 2009

A história das coisas



Abram os olhos!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Andanças


Acho que a raça humana ainda continua muito guiada pelos instintos mais básicos de sobrevivência... Achamo-nos muito mais aperfeiçoados que os animais mas na verdade muitos dos nossos comportamentos não são mais do que resultado do nosso instinto de sobrevivência. Foi-nos dado o grande dom da inteligência mas a verdade é que esta continua a ser usada para satisfazer os apetites dos instintos, quando podia ser usada para o maior bem que se poderia ter, uma sociedade em paz e próspera. O dom de ser-se humano é um tesouro que nos foi dado e nós o desperdiçamos tantas vezes nas nossas vidas. Olhando para o mundo vimos tanta coisa quase, diria eu, quase disparatada. Assusta olhar o mundo, o mundo é um lugar onde ainda se mata, onde existe tanta violência, às tantas ja sem saber o porquê dela. O mundo é um lugar onde ainda tanta criança sofre, onde ainda há tanta dor causada por os outros da mesma espécie. O mundo é um lugar onde ainda perdura o monstro da ganância na construção de fortunas a qualquer preço, enquanto uns morrem de fome outros enchem-se de comida e de tanta coisa, como se diz no anuncio do euromilhões, excêntrica... O mundo é um lugar onde existem crimes sexuais graves e outros menos graves, numa sociedade que fez a descoberta que o sexo pode dar muito prazer. O mundo é um lugar onde existem divorcios, onde as crianças perdem um tesouro inigualável para qualquer criança que é um lar onde se sinta seguro fisica e afectivamente, um lar onde aprenda a viver com valores, muitas vezes só porque o pai achou uma gaja melhor na cama. Vivemos num mundo onde impera o egoísmo, às vezes mais visivel, outras disfarçado, o mundo assusta-nos e não queremos ficar na mó de baixo a titulo nenhum.
O mundo é tanta coisa... tanta coisa... assusta-me o mundo, mas assusta-me mais saber que eu sou assim, como ele...

O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más.
Mt 12, 35

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Advento



Continuo com medo da cruz Senhor, continuo mais cobarde do que antes e o medo do peso do madeiro é assustador. Queríamos o mundo à nossa maneira, dentro da nossa reduzida ideia de felicidade e se tivessemos tudo o que queriamos jamais prestariamos atenção ao teu sussurrar e ao teu enorme abraço que nos espera.
Vem Senhor Jesus, na aceitação da minha cruz e na visão da dor que existe nos que estão à minha volta, encontrei uma estranha doçura e um consolo que não consigo explicar.Vem, desce sobre mim que já abri a porta do meu coração com a chave da minha dor. Descobri que o teu maior encanto vem escondido nas lágrimas derramadas dos pequeninos. E como tenho sido pequeno, como tenho chorado no meu interior, silenciosamente. Tu, Senhor sabes as minhas dores e as minhas penas, mas também sabes as dores de tanta gente neste mundo que procura calar a sua angustia em tanta coisa e que quando se vê privada na finitude das coisas mergulha no desespero profundo. Vem Senhor, desce, acomoda-te nos aposentos da nossa alma e tranforma as nossas lágrimas na força que pensámos jamais vir a possuir.
Vem Senhor, não tardes a descer aos nossos corações, olha por nós, mostra-nos que a nossa dor tem um sentido e que não é em vão!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Família, o centro do amor...



Hoje venho-vos falar de família, mais nomeadamente de família cristã. Ao longo dos anos estes pequenos nucleos foram fundamentais na passagem de valores, de cultura e tradição. Acho que por mais jardins de infância de qualidade que existam ou escolas competentes, ou catequeses boas, nada substitui este nucleo social tão bonito. A família é ou deveria ser a grande escola do amor para a vida, o sitio de eleição de segurança, paz e amor numa procura do bem estar de todos os elementos, desde o netinho mais pequeno ao bisavô. Se vivessemos num mundo onde estes núcleos sociais procurassem mais o amor, o mundo seria menos egoista, mais salutar, mais nobre.

Sabemos que a vida de um casal não é fácil e muitas vezes o aturar-se não é mesmo nada fácil mas mesmo por essa razão o matrimónio é algo que nos tira do egoísmo, tira-nos do "é meu" para nos colocar no "é nosso" e são muitas as vezes que os cônjugues tem de abdicar de si para o bem do todos. Numa sociedade que procura o comodismo e o prazer esta forma de vida nada traz de gratificante, talvez a não ser o ter alguém certo na vida sexual, por isso o casamento está em crise e os divorcios aumentam assustadoramente.

Daí este meu grito de hoje, é que este fim de semana tive reunido com casais cristãos, não daqueles que são de "bem", vão à missa e durante a semana fazem o contrário do que ouviram, falo sim de casais que colocam Cristo à frente, que procuram vivenciar Cristo, que procuram trazer Cristo à sua vida. A sua vida como a vida de todos os casais não é fácil, mas comoveu-me muito a forma como se amam, como se respeitam, como procuram em comum o bem estar não só da sua família mas também do bem estar do mundo que os rodeia. Deparei-me com casais que tentam viver pelo amor, de casais que não abandonam os seus idosos mesmo que sejam já muitos chatos, de casais que vivem pelos filhos e pela sua formação humana, de casais que amam mesmo quando era quase impensável o amor. Falo de casais que estão comprometidos com o mundo, que o amam, que o tentam mudar para o amor.Falo de famílias que tentam viver segundo a sagrada família, num lar que não está isento das crises dos outros lares mas que colocam o amor, a paz e a harmonia à frente de tudo e que por isso são felizes numa felicidade que vai muito mas muito mais além da alegria do comodismo e do prazer egísta. Sofrem, choram, discutem, erram mas aprenderam o valor do perdão e conhecem a força que brota do seu amor, usam-na, transformam-se à luz de Cristo. São casais que vivem o ideal cristão, que não deixam de ter tristezas e raivas mas que confiam em Deus e que acabam por rebuscar nas crises forças para avançar.

"A Igreja promove que a família seja de verdade o âmbito onde a pessoa nasce, cresce e se educa para a vida, e onde os pais, amando com ternura seus filhos, vão preparando para saldáveis relações interpessoais que encarnem os valores morais e humanos em meio a uma sociedade tão marcada pelo hedonismo ou a indiferença religiosa". Papa Bento XVI